Você comprou um notebook com Linux (Ubuntu, Mint, Fedora…) ou está se aventurando por essas bandas por curiosidade, procurando por algo novo e se deparou com fato de não saber muito bem como gerenciar seus apps e programas (instalar, remover, atualizar)… Pois bem, hoje nós vamos juntos aprender como instalar programas no Linux. Venha comigo conhecer as principais formas de lhe dar com isso no sistema do Pinguim.
Caso você esteja vindo do Windows tenha em mente que os arquivos .exe não são utilizados no universo Linux. Aqui os arquivos de instalação (pacotes) mais tradicionais são os .deb e .rmp, falaremos mais adiante sobre esses dois moços no decorrer desse post.
Loja de aplicativos
Esse é o método mais tranquilo e simples, funciona como uma Play Store dos seu android. Com dois cliques e sua senha de usuário você faz a instalação ou desinstalação do programa desejado.
Pacotes deb/rpm
Basicamente todo seu sistema Linux é construído a partir de pacotes .deb ou .rpm. Sabe, o tópico anterior, que diz respeito sobre as lojas de apps? Então, cada app presente na loja é composto de um ou mais pacotes .deb ou .rpm.
Antes de gerenciarmos esses pacotes manualmente é preciso salientar que cada um dos dois tipos de pacotes é utilizado em um tipo específico de distribuição. Clareando as coisas, se sua distro é construída a partir de pacotes .deb, ela não aceitará pacotes .rpm nas instalações de programas, e a recíproca é verdadeira. Por exemplo, as distros Ubuntu, elementary OS, Mint, Debian, KDE Neon, Pop OS, Kali Linux, Deepin, entre outras, são construídas a partir de pacotes .deb. Já as distros Manjaro, Fedora, Red Hat, Arch Linux, Open SUSE, entre outras, são construídas a partir de pacotes .rpm.
Outro ponto importante é conhecer a arquitetura do seu sistema, quero dizer se ele é um i386(32 bits) ou amd64(64 bits). No meu caso estou utilizando o elementary OS com arquitetura de 64 bits.
Falei grego agora né - rsrsrsrs? Saber essas informações é muito simples. Vamos até a seção sobre, ou detalhes do sistema que lá estará informado qual o seu sistema operacional (distro) e possivelmente sua arquitetura.
Como vocês puderam observar, meu sistema não descreve em que tipo de arquitetura ele está construído, mas isso não chega a ser um problema se o seu notebook ou computador foi comprado depois de 2010. Isso porque computadores mais recentes, quase que em sua totalidade, são construídos na arquitetura de 64 bits.
Toda essa introdução é para que façamos o procedimento de forma correta. Tomaremos como exemplo a instalação de um driver de Multifuncional EPSON (temos um post aqui no blog com mais detalhes sobre esse processo). Na imagem que vocês estão observando abaixo, vocês encontrarão diversas opções de pacotes com o mesmo driver.
Conforme eu já havia mencionado meu sistema é o elementary OS, isso significa que terei de fazer o download do pacote com extensão .deb. Além disso, no meu caso, a arquitetura do meu notebook é de 64 bits(amd64). Tendo isso em mente, terei de escolher o pacote com o final amd64.deb. Caso você esteja utilizando, por exemplo, Red Hat, numa máquina mais nova, terá de baixar (segundo as informações já mencionadas) o pacote com o final x86_64.rpm.
Agora que já realizamos o download do pacote, basta instalarmos o pacote com o clique duplo. Uma janela do seu instalador de pacotes, ou da sua loja de aplicativos deve se abrir nesse momento. Então basta clicar em instalar e digitar sua senha de usuário que o pacote será instalado.
Caso não aconteça conforme o esperado quando você der o duplo clique no pacote, isso significa que você precisa instalar algum instalador de pacotes através da loja de aplicativos da sua distro. Esse é o caso do elementary OS que tem a proposta de ser um sistema o mais puro possível. Por isso ele não carrega consigo nenhum instador de pacotes, o próprio usuário terá de baixar o instalador que mais lhe agrada. No meu caso, eu optei pelo instalador Eddy, que possui um recurso muito interessante de instalar múltiplos pacotes de forma ordenada.
Appimages
Creio que esse seja o formato mais interessante de se distribuir ou comercializar aplicações. Os programas empacotados no formato .Appimage funcionam de forma muito parecida com os programas portable. Nós apenas baixamos o plicativo, damos a ele permissão de executável, duplo clique, e voilà. Agorá é só utilizar o seu aplicativo.
Vamos tomar como exemplo o software de criação e edição de imagens vetoriais Inkscape. Indo ao site, selecionaremos o formato .Appimage para download.
Depois de feito o download, agora é necessário dar permissões de execução para o nosso arquivo. Clique nele com o botão direito, em seguida clique em propriedades. A janela que se abrirá pode variar de distro para distro, o importante e dar as permissões de execução ao nosso arquivo.
No meu caso, conforme mostra a imagem, eu precisei clicar nos botões execução para o proprietário e para o grupo, para que o app abra corretamente. Em distribuições como Ubuntu e Mint, esse tipo de permissão é concedido através da marcação de uma simples caixa dentro da janela propriedades, obviamente.
Flatpaks
Eu gosto muito desse formato de empacotamento, pois ele traz ao usuário uma segurança maior na hora de manusear os programas que são instalados por meio desse formato. Isso é devido a proposta principal desse formato, em que as aplicações rodam em sandbox (dentro de uma “caixa de areia”).
Nós encontramos diversos programas distribuídos nesse formato no site do flathub, mas antes de instalarmos quaisquer aplicativos, precisamos saber se nosso sistema já é pré-configurado ou não para lhe dar com esse tipo de formato. Para isso basta clicar no botão Quick Setup e selecionar sua distro. Já adianto que os sistemas elementary OS 5.1, Linux Mint 18.3, Ubuntu 20.04, Endless OS 3.0 entre outros já estão pré-configurados para lhe dar com esse tipos de instalação.
Mas se esse não for o seu caso, fique tranquilo, basta apenas instalar o pacote do flatpak que provavelmente deve estar no repositório de sua distro. Para mais informações sobre como configurar o ecossistema flatpak na sua distro, basta acessar a página Quick Setup, lá tudo estará muito bem explicado para você.
Vamos à instalação em sí. Nesse exemplo nosso aplicativo cobaia será o VLC. Existem duas formas de instalarmos nossos programas através do formato flatpak. A primeira delas é via um arquivo que tem a extensão .flatpakref. Para isso basta clicarmos no botão install que automaticamente o arquivo flatpakref é baixado.
Depois basta darmos um duplo clique nesse arquivo que o processo de instalação ocorrerá automaticamente.
Se você, assim como eu, usa o elementary OS aí na sua máquina, e essa janela de app não confiável for exibida, fique tranquilo. Isso não quer dizer que o app possua algum tipo de vírus ou Malware, na verdade isso nos informa apenas que esse programa não foi curado pela equipe do elementary OS.
Voltando ao assunto principal… Role a página abaixo que você verá a segunda forma de instalação do app. Aqui a instalação é por via de comando, basta copiar e colar os comandos descritos direto no seu terminal que o aplicativo também será instalado.
Snaps
Esse formato de empacotamento tem a mesma proposta que o anterior, rodar programas e aplicativos em sandbox. E da mesma forma, ele exige uma pré-configuração por meio de um pacote específico, nesse caso o snapd. Esse pacote é facilmente encontrado nos repositórios da sua distro, fique tranquilo que nós o instalaremos juntos.
Uma variedade de programas distribuídos no formato snap são encontrados no site snapcraft. Neste exemplo instalaremos o app spotfy.
Antes de tudo precisamos instalar o pacote snapd por meio do terminal (procure por terminal no menu, ou use o atalho Ctrl+Alt+T) com o seguinte comando:
sudo apt install snapd -y
Basta colocarmos nossa senha e teclarmos enter
Agora precisamos apenas clicar no botão install snap que se encontra na página do spotfy no site snapcraft e copiar o comando que foi exibido
sudo snap install spotify
colarmos no terminal e pressionar enter.
Vimos na jornada de hoje (e põem jornada nisso), diferentes formas de gerenciar apps no sistema do Tux. É claro que isso não é tudo, vimos apenas de forma superficial algumas peculiaridades de cada tipo de empacotamento. Mas acredito que isso seja suficiente para a proposta desse post, a qual se encontra no tilo deste. Mais adiante podemos falar com mais detalhes sobre cada tipo de empacotamento, tratando sobre suas filosofias e quem sabe alguns truques mais avançados.
Mas afinal de contas, qual é a forma mais correta de se instalar os programas no Linux? Aqui vai minha opinião: todas as formas são igualmente corretas. Acredito que nesse universo Open Source a palavra que vale é liberdade. Não é a toa o nome desse blog ser libre Experiment (experimento livre). Para mim (e eu não quero te obrigar a concordar com isso) a forma com que o tipo de empacotamento, o sistema operacional, os programas, entre outros, melhor te atende é a forma correta. Se é mais cômodo para o usuário instalar pacotes via Loja de Aplicativos e ela o atende bem, então essa é a melhor forma.
Bom, chega de chover no molhado, vocês já entenderam que eu gosto de liberdade. Agora eu gostaria mesmo é de saber a opinião de vocês aqui nos comentários. Lembre-se de que eles são sempre bem-vindos, principalmente suas dúvidas, desde que feitos de forma cordial e educada. Até a próxima.












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