Diversas pessoas, consumidores de computadores e notebooks, por toda nação, não têm o costume de fazer a distinção comercial entre hardware e software. Onde esse se refere aos programas e aplicativos onde você realiza suas tarefas e, aquele que são as peças e a carcaça do produto, a parte física em si.
Essa falta de noção do peso comercial entre hardware e software, pode ser explicada pelo fato de que, na maior parte das vezes, quando compramos um notebook ou PC ele já venha como um pacote completo. Ou seja, com todo o hardware e o software por um só preço, um único valor para todo o conjunto. O que causa um pouco de confusão nas mentes, deixando subentendido que os programas e o sistema operacional contidos no produto não tenho valor algum, ou que talvez possuam um valor simbólico. Quando na verdade todo o conjunto de softwares embarcados no produto têm sim seu valor comercial, o seu valor monetário. Visto que alguém, ou um grupo de pessoas muito talentosas, tiveram de criar essas ferramentas para facilitarem a vida cotidiana ou corporativa.
O que eu quero dizer é: desconfie dos anúncios como Microsoft Office, Windows 10, Windows 7, Norton Security e outros softwares tradicionais sendo vendidos por menos de 50 reais. Isso cheira pirataria. Esses PRODUTOS possuem um valor que em muito casos tais 50 reais não pagam nem uma parcela da coisa. O contra-argumento que muitas pessoas dão para esse fato é: “Ah… mas eu não tenho de onde tirar tanto dinheiro. E além do mais esses softwares piratas me atendem tão bem tanto quanto o original”. Isso é uma verdade, entretanto o uso de produtos piratas alteram o seu sistema de um forma pouco convencional, o que acarreta vulnerabilidades na sua máquina que você comprou com tanto esforço. Resumidamente falando, a compra e/ou instalação de softwares de procedência duvidosa fortalecem a pirataria e aumentam as chances do seu sistema ser infectado por vírus e outras pragas virtuais.
Parece uma “sinuca de bico”, mas não é. Há uma terceira via, que são os softwares gratuitos. Normalmente as pessoas que não têm cacife para pagar por licenças de um Windows 10 ou um Microsoft Office são aquelas que não estão inseridas num contexto corporativo/empresarial onde em alguns casos vale a pena possuir recursos adicionais que só as ferramentas pagas detêm. Você pode encontrar esses softwares gratuitos com uma pesquisa rápida pelo google. Ou utilizar um site que gosto muito, chamado “Alternative To”, que irá te indicar alternativas a determinados programas e aplicações. Algun exemplos de alternativas são: um sistema de base Linux, em vez de um Windows (temos um post só falando desse assunto); um Libre Office, em vez de um Microsoft Office, e assim por diante. Em suma, minha recomendação é a seguinte: ou pague ou use o gratuito, pois o pirata, é o barato que, mais cedo ou mais tarde, sai caro.
Contudo, quando se trata de sistema operacional parece que não tem jeito. Ou pagamos a bagatela de 400 reais por uma licença do Windows 10 Home (que fará se fosse professional), ou vamos de piratão. Mas não se desespere, nem tudo é só Microsoft, Sistemas Operacionais de base Linux são seguros, rápidos e, em sua grande maioria gratuitos. Todos eles com diferentes interfaces e níveis de personalização para que sua máquina seja a sua cara.

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